O desafio da nova ação social

mai 1st, 2009 | By admin | Category: Artigos

A ação social representa um desafio para as administrações públicas, principalmente, no âmbito municipal. Isso ocorre porque é cada vez maior o número de pessoas que residem nas áreas urbanas. De um lado, temos um campo que vai ficando progressivamente desabitado e, portanto, limitando drasticamente a nossa capacidade produtiva. De outro, as pessoas que se aglomeram na periferia das cidades, ampliando a demanda por serviços públicos de qualidade, bem como a criação de novos espaços no mercado de trabalho.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nada menos eu 80% da população vive hoje nas áreas urbanas. Percebe-se que a ação administrativa requer não apenas esforço, mas acima de tudo, criatividade para superar a carência de recursos e o agravamento das distensões. Em São João do Piauí, temos vários programas em andamento. A prefeitura em nenhum momento se esquiva do seu papel de agente transformador da realidade sócio-econômica e cultural, adotando medidas de impacto que contribuem para melhorar a vida de toda a sociedade, especialmente das crianças e dos menos favorecidos.

Conhecemos a dimensão dos problemas enfrentados pelo país – e colocamos isso claramente. O Brasil está superando décadas de estagnação econômica, mas ao mesmo tempo é obrigado a pagar a conta dos países ricos, notadamente ao observarmos a recessão da economia americana. Os municípios constituem a base da nação – qualquer nação. Em nosso país, diante do nível de dependência de parcela considerável da população, isso termina se transformando numa espécie de rolo compressor. Os prefeitos respondem por grande parte das ações de amparo às carências da sociedade. E não podem, sob nenhuma hipótese, se furtar de honrar este compromisso.

Em nosso município, são inúmeras as ações. O governo federal participa com o financiamento do programa Bolsa Família, que beneficia hoje 2.879 famílias – equivalente a 70% da população. Percebe-se que o programa, por si, não resolve toda a demanda social. O município precisa participar com ações complementares, sobretudo na atração de investimentos que venham ampliar a base econômica ao mesmo tempo em que possibilita o crescimento econômico. A ação social complementar é indispensável para garantir efetiva melhoria das condições de vida. O poder, em todos os níveis, deve se fazer presente.

São ações planejadas e criativas, que englobam a necessidade de uma presença solidária e firme, mas em contraposição às práticas do passado, que apenas tornavam o indivíduo dependente de políticas assistencialistas. Daí a mudança de assistência para ação social. A ação é muito mais ampla, porque ao mesmo tempo em que estende a mão para o necessitado aponta para ele a direção de um futuro melhor.

Nesse sentido, atuamos em várias frentes. Seja na erradicação do trabalho infantil ou na formação de novos profissionais entre os jovens. Desde aquele que ainda está por nascer, com a Cesta do Bebê, aos idosos, que cumpriram uma jornada de amor e dedicação. Ações que beneficiaram também os portadores de deficiência através do PPD (Programa de Apoio à Pessoa Deficiente) com encaminhamentos e revisões para os Benefícios de Prestação Continuada, bem como a entrega de cadeiras de rodas, próteses e outros benefícios.

O gestor municipal deve ser firme e solidário nos seus propósitos. A firmeza e a solidariedade são as grandes orientadoras da atividade pública.

# Roberth Paes Landim

# Publicado no Jornal Meio Norte em 12/04/2008.

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