Comunicação e transparência

nov 18th, 2009 | By admin | Category: Artigos

A comunicação é fundamental, hoje mais do que nunca. Em outras épocas, os homens procuravam se comunicar com os seus ancestrais através de rituais ao redor de fogueiras. Pediam saúde, prosperidade e força para derrotar seus inimigos. Mais tarde, eles passaram a se comunicar com a posteridade.

Relatavam seus feitos e impressões nas paredes das cavernas — no que chamamos atualmente de inscrições rupestres. O Piauí está cheio delas, notadamente na região sudeste, onde afirma-se que viveu o primeiro homem das Américas há cerca de 50 mil anos. Na Roma Antiga, este processo era feito em praças públicas por homens de vozes firmes. Eles faziam comunicados sobre ações do Império, lutas empreendidas em lugares distantes, promoções no Exército, festas de aniversário, batizado e casamento, disputas entre gladiadores e distribuição de alimentos entre os pobres por parte da nobreza.

Eram bastante admirados e cortejados porque promoviam a ligação entre as pessoas e os fatos, unindo-as ainda ao cotidiano imaginário das autoridades.

Em todos os tempos da história humana, este sempre foi o maior de todos os apelos — saber o que fazem e como pensam e vivem os detentores do poder, sejam eles políticos ou grandes empreendedores. Todos, sem distinção, gostariam de conhecer a intimidade do Palácio da Rainha da Inglaterra; gostariam de conhecer os seus amores, vaidades, predileções. Talvez por essa razão tenham dado tanto valor à jovem Princesa Diana, morta há 12 anos e cuja lembrança ainda desperta uma série de contradições sobre as causas de seu súbito desaparecimento.

Nos EUA dos anos 60, o governo de John Kennedy era tido como a Nova Camelot, como se ele e seus ministros fossem realmente a reencarnação do lendário Rei Arthur a brandir sua espada Excalibur contra as injustiças. No Sertão Piauiense, podem parecer assuntos um tanto distantes da nossa realidade. Não são.

As pessoas querem saber. Querem se informar sobre tudo. Principalmente sobre o andamento da administração municipal, de como o governo do estado pretende se posicionar frente às nossas carências e diante das suas próprias responsabilidades, de que forma o governo federal pode agir para garantir apoio aos que dele precisam. O poder público é sempre mais visto, contudo não se tem menor atenção diante do que é feito pela iniciativa privada ou pelas entidades não governamentais, haja vista que hoje todos somam no contexto da coletividade e da cidadania.

Buscamos conhecer. Conhecimento é progresso. Informação é poder. Conhecendo mais as pessoas podem reivindicar mais. Daí nossa preocupação constante em transmitir informações verdadeiras. Para garantir um direito que é de todos: a transparência nas ações do Executivo Municipal; em ocupar espaços na mídia para falar de realizações. Não entendemos de outra forma. Comunicar é acima de tudo ser fiel ao que acontece.

Como gestor público temos tido esse compromisso. É uma questão de respeito que precisa ser seguida até pelos que fazem oposição. A repetição reiterada de uma inverdade termina por lançar o descrédito sobre seus autores.

O gestor que se comunica com a população está na verdade se antecipando na prestação de um serviço que seguramente será requerido. Mais cedo ou mais tarde as pessoas irão cobrar esclarecimentos sobre o custo da reforma ou construção de uma escola, de uma estrada ou de um posto de saúde; sobre os valores aplicados na aquisição de maquinário ou material de expediente; ou ainda sobre o que é gasto com assistência social, distribuição de medicamentos para os mais pobres e pagamento de salários para servidores.

Tenho por hábito, em intervalos regulares, conceder entrevistas à imprensa local e estadual. Nestes momentos me concentro em prestar contas do mandato, em dizer do quanto estamos realizando e do que pode ser feito com os recursos que recebemos. Mais recentemente, montei um Blog na Internet através do qual posso me comunicar ainda mais rapidamente com toda a população de São João do Piauí, consequentemente do estado inteiro, porque a rede não conhece limites.

Entendo como necessárias tais colocações e posicionamentos. Assim, as pessoas podem acompanhar o trabalho desempenhado pela gestão atual, apresentar os seus questionamentos e reivindicações e, acima de tudo, tirar suas próprias conclusões. O poder, que é do povo, não sobrevive no isolamento.

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  1. Sou um fã incondicional das crônicas, editoriais e principalmente dos artigos. E por falar neles, este está excelente. Parabéns(não é puxasaquismo não!)

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