Conclamação aos prefeitos municipais

nov 18th, 2009 | By admin | Category: Artigos

Janeiro está chegando e com ele novas administrações assumem os destinos dos municípios. A posse de prefeitos significa uma nova esperança para a maioria da população. As pessoas continuam acreditando na definição de um tempo de progresso, de práticas administrativas saudáveis e que reduzam a desigualdade social.

Os novos governos assumem em um momento de enormes dificuldades econômico-financeiras. Depois de várias semanas percebeu-se que não se trata de um desarranjo passageiro na economia mundial. O problema é grave e requer bem mais do que medidas pirotécnicas ou emissão de moedas. Tomar dinheiro emprestado no exterior também não funcionará simplesmente porque não há ninguém emprestando com as facilidades que se requer.

Assim, o que resta para nós, prefeitos, é trabalhar com afinco e criatividade para corresponder às expectativas da comunidade. Os investimentos em saúde, educação e assistência social continuarão sendo feitos. E devem avançar. É preciso mais, muito mais. Os gestores públicos devem buscar parcerias produtivas com a iniciativa privada com objetivo de colocar em funcionamento projetos de geração de emprego e renda. Isso porque os prefeitos não podem mais simplesmente continuar afirmando que a responsabilidade pelos empregos é das empresas e que os administradores são responsáveis apenas pela folha de pagamento e por honrar compromissos com meia dúzia de fornecedores.

A palavra de ordem das próximas administrações será eficiência. Nenhum político conseguirá, no mundo em que se aproxima, sobreviver sem aliar disponibilidade orçamentária e eficácia.

Prefeituras possuem seus próprios recursos. O Fundo de Participação dos Municípios é o principal deles. Existem outros, a exemplo do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Básico, “FUNDEB”; ou então o Saúde da Família, que envolve a transferência de recursos federais para ações profiláxicas do setor. É a chamada saúde preventiva. Prevê também atendimentos de urgência.

Durante muito tempo os prefeitos aguardaram pela Providência Divina ou então pelo adjutório das outras esferas de poder. Ficou marcada em nossa retina a imagem dos líderes municipais em Brasília, “de pires na mão”, implorando “uma esmolinha por amor de Deus.”Isso não pode mais acontecer, não obstante o fato de que os municípios já agregam muitas ações e os prefeitos reclamam de que o governo transfere obrigações em excesso.

Eficiência requer criatividade. Criar é dar existência a alguma coisa, tirar do nada, imaginar, inventar, produzir. O mundo está repleto de oportunidades e inspirações. Como nós municipalistas costumamos dizer, o município é a célula-máter da Federação. É nele que o cidadão vive e labuta, é onde as coisas efetivamente acontecem.

Complete-se: o mundo é o município. Dali se pode criar e gerar inúmeros dividendos, bastando ao gestor que tenha disposição para o trabalho, o que se convencionou tratar como “vontade política”.

Os municípios oferecem inúmeras possibilidades, seja no turismo, seja no agronegócio, seja na atração de indústrias, especialização da mão-de-obra. Tudo é possível desde que se tenha criatividade e disposição. Senhores prefeitos, o trabalho nos aguarda!

 

# Publicado no Jornal Meio Norte em 21/12/2008.

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